É a arte de viver junto à natureza, com ou sem
ferramentas modernas, retirando recursos necessários ao seu bem-estar e
sustento, incluindo habilidades de fazer fogo, rastreamento, caça, pesca,
construção de abrigos, uso de ferramentas como facas e machados, artesanato de
utensílios com materiais naturais como cordas e tantas outras técnicas de
sobrevivência no meio natural.
Muitos brasileiros dominam técnicas primitivas para sobreviver dia após dia,
sejam em tribos indígenas que ainda vivem isoladas ou em regiões distantes, e
até mesmo caboclos, como são chamados alguns moradores do interior. Estas
pessoas, que precisam usar técnicas primitivas para o seu sustento, nem fazem
ideia de que algumas pessoas da cidade grande usam um termo em inglês para
tentar explicar parte das técnicas corriqueiras que usam para retirar da
natureza comida, remédios e objetos úteis para sua subsistência. Por isso não
gosto de me rotular como praticante de bushcraft ou de qualquer outra
atividade.
Para quem gosta de definições ou termos técnicos,
seguem mais algumas explanações sobre o tema.
O Bushcraft no mundo
O bushcraft é muito popular em várias partes do mundo, sendo que existem
publicações especializadas sobre o assunto nos Estados Unidos e também muitos
canais no YouTube que versam sobre o tema. Vale a pena dizer que para os
falantes da língua inglesa, o termo bushcraft automaticamente explica ou remete
o ouvinte ou leitor para o conceito do que seja a prática (bush = mato; craft =
artesanato). No Brasil, a palavra parece uma gíria de surfista.
Na Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, bushcraft é um termo popular para
habilidades utilizadas em regiões ainda não tocadas pelo homem, o termo foi
popularizado no hemisfério sul por Les Hiddins (The Bush Tucker Man), na
Austrália, assim como no hemisfério norte por Mors Kochanski e recentemente
ficou em voga no Reino Unido devido à popularidade de Ray Mears com seus
programas de televisão de bushcraft e sobrevivência.
O Dicionário de Inglês Oxford define Bushcraft como a “habilidade em assuntos
relativos à vida no mato”. Antes da recente popularidade de Ray Mears e seus
programas de televisão, o termo foi usado também pelos irlandeses, pelo
escritor australiano Richard Graves e pelo professor canadense de bushcraft
Mors Kochanski. A palavra tem sido usada em seu sentido atual na Austrália e
África do Sul, pelo menos, desde 1800. É comum ouvir o termo bushcrafter para
descrever alguém interessado em bushcraft.
O Bushcraft no Brasil
Apesar de várias técnicas de sobrevivência relacionadas à prática das artes do
mato estarem sendo difundidas no Brasil por intermédio de programas de
televisão como Survivorman e À Prova de Tudo, entre outros, foi somente a
partir de 2008 que Giuliano Deinner Toniolo começou a divulgar o termo
“bushcraft” em seu canal no Youtube (giutoniolo). Desde então, o termo começou
a se popularizar no Brasil, principalmente por vídeos no YouTube. Talvez
inspirados pelos vídeos de Giuliano Toniolo, como é mais conhecido, diversas
pessoas começaram também a divulgar técnicas mateiras diretamente ligadas à
prática do bushcraft. Atualmente, Giuliano Toniolo vem ministrando cursos de
sobrevivência e bushcraft na escola Mestre do Mato e continua a divulgar as
artes mateiras em seu canal no YouTube.

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